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quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Scartaris (Capitulo I - Post 5)

I


Post 5


“Três mulheres riem numa lúgubre luz de luar, linhas nascem e são cortadas, e elas navegam na noite, sempre no limiar noturno do tempo, naquele vagar estranho das horas é ali onde aqueles que querem, devem procurar, escondidas no rio entre as árvores , embrenhadas entre os pontos de raios estelares, banhadas nas nossas mais antigas constelações, perdidas no som das canções seculares.”


Mas talvez isso tenha sido apenas delírio da mente maluca de um homem, de um velho pirata de olho saltado, que em sua bebedeira não teve a certeza de sua mensagem ter sido passada ao seu sucessor. Talvez isso fosse apenas um balbuciar de ébrio. Talvez.


Tic tac.


A dança das linhas do tempo parecem com aquelas ervilhas nas mãos de um malandro, a mover e enganar apostadores, naqueles jogos de encontrar e desencontrar “Onde a ervilha está?Onde ela está?”. Sorte. Azar.


Gira uma tampinha, a outra, e o tempo se confunde, mesmo para os mais atentos. Ao fundo da cena alguém faz mágica e as pessoas em Londres, capital da Inglaterra do Leste, apenas param para ver. Gente se aglomera. Jogos de enganar.


O tempo pulsa como um coração. O relojoeiro azul afina suas engrenagens. O tempo colide em lembranças. Constelações como canções de guerra, histórias de mar.


Kobolds, são pequenos humanóides com cara de cachorro vira-latas, trêmulos, medrosos, só em bando são capazes de demonstrar um pouco mais de coragem, que pode não durar muito é verdade, mas eles são criaturinhas bem curiosas, em todos os sentidos a se dar a palavra curiosidade. “E um dia meus pequenos eu vou ser tão bom quanto o mestre Houdini, esperem e verão” disse o mágico a eles, antes de seu numero principal.


Vapores sobem.


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